Grupo é acusado de simular contrato para desviar recursos e ocultar valores
A Justiça Federal em Mato Grosso aceitou denúncia contra ex-dirigentes da Unimed Cuiabá e um empresário, que passam a responder a uma ação penal por suspeita de estelionato e lavagem de dinheiro. O caso envolve um suposto esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 900 mil à cooperativa.
A decisão transforma os investigados em réus e abre caminho para o andamento do processo. O Ministério Público Federal também pede a devolução dos valores e indenização por danos morais coletivos.
Segundo as investigações, o grupo teria simulado a contratação de um serviço de intermediação financeira que, na prática, nunca existiu. A operação foi usada para justificar o pagamento de cerca de R$ 700 mil.
O esquema teria ocorrido entre setembro e dezembro de 2022, envolvendo integrantes da alta administração da cooperativa. A apuração indica que a empresa teria sido induzida a erro durante uma negociação de empréstimo milionário.
De acordo com o Ministério Público, os acusados alegaram que uma empresa intermediou um financiamento de mais de R$ 33 milhões. No entanto, a instituição financeira informou que não trabalha com intermediários e que tratou diretamente com a Unimed.
A denúncia aponta ainda que o contrato apresentado para justificar o pagamento apresentava sinais de irregularidade, como inconsistências nas datas e ausência de comprovação dos serviços prestados.
Também há suspeitas de envio de informações contábeis incorretas a órgãos reguladores, o que pode ter contribuído para dificultar a identificação do esquema.
Após o repasse do dinheiro, a investigação indica que os valores teriam sido ocultados por meio de saques em espécie, depósitos fracionados e uso de contas de terceiros, prática comum para dificultar o rastreamento.
Na decisão, o juiz entendeu que há indícios suficientes para dar continuidade ao processo, garantindo aos acusados o direito de apresentar defesa.
Parte das investigações foi arquivada em relação a uma das pessoas envolvidas, e uma das acusações de lavagem de dinheiro foi retirada de outra investigada por falta de provas.
O processo segue agora na Justiça Federal, com novas diligências autorizadas para aprofundar a apuração dos fatos.
Da redação com informações do site: G1 MT
Foto: G1 MT







