O Tribunal do Júri de Cuiabá ouviu nesta terça-feira o depoimento de Manoel da Costa Ribeiro, pai da bióloga Rafaela Screnci, acusada pelo atropelamento que resultou na morte de dois jovens e deixou uma terceira vítima ferida em dezembro de 2018. Durante a audiência, ele se emocionou ao falar sobre os impactos do caso e reforçou a tese da defesa de que o episódio foi uma fatalidade, sem intenção de causar as mortes.
Em seu depoimento, Manoel descreveu a filha como uma pessoa dedicada aos estudos e à carreira acadêmica, destacando sua formação e trajetória profissional. Segundo ele, a repercussão do caso trouxe consequências financeiras, emocionais e psicológicas para toda a família.
O pai da acusada também relatou que bens da família foram bloqueados em ações judiciais relacionadas ao caso e afirmou que Rafaela faz acompanhamento psicológico e utiliza medicamentos desde o acidente.
Durante o julgamento, Manoel relembrou o momento em que soube da ocorrência. Segundo seu relato, a própria filha entrou em contato logo após a colisão informando que havia sofrido um acidente.
Em um dos momentos mais marcantes da audiência, ao responder questionamentos relacionados às vítimas, ele afirmou que o sofrimento atinge todas as famílias envolvidas e reforçou sua convicção de que não houve intenção por parte da filha. Segundo o depoimento, ele declarou que conhece a criação e os valores transmitidos à acusada, sustentando que ela jamais sairia de casa com o propósito de provocar uma tragédia.
O caso remonta à madrugada de 23 de dezembro de 2018, quando o veículo conduzido por Rafaela atingiu três jovens na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Duas vítimas morreram em decorrência dos ferimentos e uma terceira sobreviveu após semanas de internação.
O julgamento segue com o interrogatório da acusada e os debates entre Ministério Público e defesa, que buscam convencer os jurados sobre as circunstâncias e a responsabilidade pelos fatos.







