
A Câmara Setorial Temática (CST) sobre Feminicídio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) está promovendo uma série de audiências públicas, em articulação com parlamentares, para debater o relatório preliminar sobre feminicídio no estado. O estudo aponta que os casos não são isolados, mas refletem falhas estruturais e omissões do poder público.
As audiências começam nesta terça-feira (24), às 18h30, em Cáceres, com a presença da suplente de deputada estadual Edna Sampaio (PT), que preside a Câmara Temática.
No dia 25, às 9h30, o debate acontece em Várzea Grande, também com participação de Sampaio.
Já no dia 26, às 14h30, o encontro será realizado em Cuiabá, no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa, com o deputado estadual Lúdio Cabral (PT).
No dia 31, as audiências ocorrem em dois municípios: em Campo Novo do Parecis, às 19h, e em Lucas do Rio Verde, também na Câmara Municipal, este último com a participação de Edna Sampaio.
O levantamento reúne dados de instituições como o Observatório Caliandra (MPMT), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Atlas da Violência (Ipea) e IBGE.
De acordo com os dados, Mato Grosso registrou 195 feminicídios entre 2022 e 2025. Após três anos de estabilidade, houve aumento para 54 casos em 2025. Em 2024, a taxa foi de 2,47 casos por 100 mil mulheres, acima da média nacional, que é de 1,34. Em 2026, até o dia 13 de março, já foram registrados sete casos.
Segundo Edna Sampaio, a iniciativa busca mobilizar o poder público para tratar o feminicídio como uma questão de Estado, exigindo ações estruturadas e integradas.
A Câmara Setorial Tem como vice-presidente a defensora pública Rosana Leite. Também integram a comissão representantes da OAB/MT, do Ministério Público, além de integrantes dos três poderes e da sociedade civil.
Fonte: Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)






