Chile dispara compras de carne de Mato Grosso e vira destaque no ranking de exportações logo no início do ano

As exportações de carne bovina de Mato Grosso para o Chile registraram um crescimento expressivo no início deste ano. Segundo dados do Instituto Mato-grossense da Carne, o volume embarcado aumentou 52,4% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado.

O total exportado saltou de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas, consolidando o Chile como o terceiro principal destino da carne bovina produzida no estado logo no primeiro mês do ano. O resultado reforça a crescente importância do mercado chileno para o setor pecuário mato-grossense.

Esse avanço não é isolado. Em 2025, o Chile já havia se firmado como o terceiro maior comprador da proteína estadual, com a aquisição de 47,7 mil toneladas — um crescimento de 44,8% em relação a 2024, quando importou 32,5 mil toneladas e ocupava a sétima posição no ranking.

Mato Grosso, que possui um rebanho de quase 34 milhões de cabeças de gado, segue como um dos maiores produtores do Brasil. Em 2025, o estado registrou mais de sete milhões de abates de bovinos, alcançando um novo recorde pelo segundo ano consecutivo, com alta de 1,44% em relação ao ano anterior.

O desempenho positivo ocorre em meio à estratégia de diversificação de mercados internacionais. Nos últimos dois anos, o estado conquistou 15 novos destinos para exportação, reduzindo a dependência de compradores tradicionais e ampliando sua presença global.

Além disso, há expectativa de avanços com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O tratado deve favorecer o estado com redução de tarifas, maior acesso a mercados e estímulo à agroindustrialização.

No caso chileno, o perfil do consumidor também contribui para o crescimento das exportações. O mercado prioriza cortes desossados, carne refrigerada e padronização no acabamento — exigências que Mato Grosso consegue atender devido à sua escala produtiva e estrutura industrial consolidada.

Outro ponto importante é a necessidade de adaptação dos frigoríficos às exigências específicas do país, como o refilamento diferenciado dos cortes, que atende ao padrão de consumo local.

Apesar do bom momento, a economia mato-grossense ainda apresenta forte concentração no setor primário. Cerca de 40% da atividade econômica está ligada à agropecuária, enquanto a indústria se concentra majoritariamente na produção de alimentos e biocombustíveis.

Diante desse cenário, a ampliação das exportações e a diversificação de mercados seguem como estratégias fundamentais para garantir crescimento sustentável ao estado, especialmente em um contexto global marcado por disputas comerciais e mudanças nas políticas tarifárias internacionais.

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