Acordo entre Mercosul e União Europeia começa a valer e amplia comércio internacional

Redução de tarifas deve beneficiar maioria das exportações brasileiras e abrir mercado de mais de 700 milhões de pessoas

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio, marcando uma nova fase nas relações econômicas entre os blocos. A medida prevê a redução de tarifas e amplia o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

Logo no início da implementação, mais de 80% das exportações brasileiras para a União Europeia passam a ter tarifa zero. Isso representa milhares de produtos que deixam de pagar impostos de importação, aumentando a competitividade da indústria nacional.

O acordo conecta um mercado com mais de 700 milhões de consumidores e é considerado um dos mais abrangentes já firmados pelo Mercosul. A expectativa é de crescimento nas exportações e maior integração comercial entre os países envolvidos.

Entre os setores mais beneficiados estão máquinas e equipamentos, alimentos, produtos metalúrgicos, químicos e materiais elétricos. Muitos desses itens passam a entrar no mercado europeu sem cobrança de tarifas já nesta primeira etapa.

Além da redução de impostos, o acordo também facilita o comércio ao estabelecer regras mais claras, ampliar oportunidades em compras governamentais e garantir maior previsibilidade para empresas exportadoras.

A implementação será gradual para alguns produtos considerados sensíveis, com prazos que podem chegar a até 10 anos na União Europeia e até 15 anos no Brasil. Em alguns casos específicos, como veículos elétricos, esse período pode ser ainda maior.

Para acompanhar a execução do acordo, entidades industriais dos países envolvidos devem criar um comitê conjunto. O objetivo é orientar empresas, monitorar os impactos e identificar novas oportunidades de negócios.

Especialistas apontam que, para aproveitar plenamente os benefícios, o Brasil ainda precisa avançar em áreas como infraestrutura, inovação e redução de custos internos, aumentando a competitividade no cenário internacional.

O acordo também prevê novas regulamentações por parte do governo brasileiro, incluindo a definição de cotas de importação entre os países do Mercosul.

A expectativa é de que a iniciativa fortaleça a presença do Brasil no comércio global e amplie significativamente o acesso a mercados estratégicos.

Da redação com informações do site: Portal da Indústria
Foto: CNM

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