O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a gerar repercussão ao afirmar que a chamada “ideologia de gênero” seria uma das causas da “degeneração” do sistema educacional. A declaração foi feita durante agenda pública recente e ocorre em meio à implementação de uma nova legislação estadual sobre o tema.
Segundo o governador, o fenômeno estaria ligado a problemas enfrentados nas escolas ao longo das últimas décadas. Em fala à imprensa, ele afirmou que a pauta representa “tudo de ruim que nós já vivemos, principalmente nas escolas”, associando o tema à queda na qualidade do ensino público.
A declaração acontece poucos dias após a sanção de uma lei estadual que proíbe a veiculação de conteúdos relacionados à identidade de gênero e orientação sexual fora das diretrizes curriculares nas escolas públicas. A norma estabelece restrições a materiais didáticos, vídeos, cartazes e outras atividades pedagógicas consideradas inadequadas pelo texto legal.
De acordo com o governo, a medida tem como objetivo “recolocar o ensino no rumo”, priorizando conteúdos considerados essenciais. A legislação prevê responsabilização administrativa em caso de descumprimento, embora alguns trechos mais rígidos tenham sido vetados por questões jurídicas.
Por outro lado, o tema gera debate entre especialistas e setores da sociedade. No meio acadêmico, o termo “ideologia de gênero” não é reconhecido como conceito científico, sendo frequentemente utilizado em discussões políticas e ideológicas sobre educação e direitos sociais.
O assunto também reflete um cenário mais amplo de polarização no debate educacional brasileiro, envolvendo diferentes visões sobre currículo, formação de alunos e o papel da escola na abordagem de temas sociais contemporâneos.
A repercussão das declarações de Pivetta evidencia que o tema deve continuar no centro das discussões públicas em Mato Grosso, especialmente com a aplicação da nova legislação nas escolas da rede estadual.







