Ícone do esporte enfrentava tumor cerebral e deixa legado histórico dentro e fora das quadras
O ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele lutava há cerca de 15 anos contra um tumor cerebral.
Segundo informações oficiais, Oscar passou mal em casa e foi socorrido, mas já chegou ao hospital em parada cardiorrespiratória e não resistiu. A família optou por uma despedida reservada.
Reconhecido pela trajetória vitoriosa e pela personalidade marcante, Oscar deixa um legado que ultrapassa o esporte e inspira gerações de atletas e fãs no Brasil e no mundo.
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar começou no basquete ainda adolescente, após se mudar para Brasília. O talento precoce o levou rapidamente à seleção brasileira juvenil e, em pouco tempo, à equipe principal.
Pela seleção, conquistou títulos sul-americanos e medalha de bronze, além de disputar cinco Olimpíadas — Moscou, Los Angeles, Seul, Barcelona e Atlanta — sempre com destaque como um dos principais pontuadores.
Ao longo da carreira, também acumulou títulos importantes em clubes. Um dos marcos foi a conquista da Copa William Jones, em 1979, considerada um mundial interclubes da época.
Oscar teve longa passagem pelo basquete europeu, especialmente na Itália, onde atuou por mais de uma década. No retorno ao Brasil, defendeu equipes como Corinthians e Flamengo, onde alcançou um feito histórico.
Com quase 50 mil pontos marcados, tornou-se o maior cestinha da história do basquete mundial, superando nomes consagrados da NBA. O reconhecimento internacional veio com a inclusão no Hall da Fama do basquete.
Em 2003, encerrou a carreira nas quadras, mas seguiu ativo como palestrante, compartilhando experiências e histórias do esporte com o público.
Mesmo após o diagnóstico da doença, Oscar manteve uma postura positiva e inspiradora, destacando a importância de viver intensamente.
A morte do “Mão Santa”, como era conhecido, representa uma grande perda para o esporte brasileiro, mas seu legado permanece como referência de talento, dedicação e paixão pelo basquete.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Coluna do Fla






