Fisioterapeuta acumula 30 anos em condenações por crimes sexuais, mas segue em liberdade durante recursos

Nova sentença amplia pena do acusado, que responde por abusos contra menores de idade; outro processo envolvendo uma terceira vítima ainda tramita na Justiça.

O fisioterapeuta Moacyr Oliveira de Jesus, de 53 anos, voltou a ser condenado pela Justiça por crimes de abuso sexual contra menores de idade. Com a nova decisão, a soma das penas impostas ao acusado chega a 30 anos de reclusão. Mesmo assim, ele permanece em liberdade enquanto aguarda o julgamento dos recursos apresentados às instâncias superiores.

A condenação mais recente fixou pena de 16 anos de prisão pelos abusos cometidos contra uma menina, que decidiu denunciar o caso somente após a divulgação do processo envolvendo um adolescente de 12 anos. A vítima, hoje maior de idade, afirmou ter encontrado coragem para procurar a Justiça depois da repercussão do primeiro crime.

Além das duas condenações já proferidas, Moacyr também responde a uma terceira ação penal na 14ª Vara Criminal de Cuiabá. O processo envolve outra suposta vítima e ainda está em fase de tramitação.

STJ mantém primeira condenação

No último dia 8 de julho, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou o recurso apresentado pela defesa, que pretendia reverter a condenação relacionada ao abuso cometido contra o menino durante um torneio de futebol realizado em Nobres, em outubro de 2023.

A decisão de primeira instância havia sido confirmada anteriormente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A defesa informou que recorrerá novamente, desta vez por meio de agravo interno, para que o caso seja analisado por um colegiado de ministros do STJ.

Registro profissional também sofreu sanções

Além das consequências na esfera criminal, o fisioterapeuta foi alvo de medidas administrativas. Após a primeira condenação, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) determinou a suspensão cautelar de seu registro profissional.

Posteriormente, diante de denúncias de que continuava exercendo a profissão, o conselho decidiu suspender o direito ao exercício profissional por três anos, em decisão unânime dos conselheiros.

Crime ocorreu durante competição esportiva

O primeiro caso ocorreu durante um torneio de futebol na cidade de Nobres, onde estudantes de uma escola particular da Capital estavam hospedados em uma unidade escolar. Conforme a investigação, o adolescente acordou durante a madrugada ao perceber que estava sendo vítima de abuso sexual.

Imagens registradas pelas câmeras de segurança do local reforçaram o depoimento da vítima e foram utilizadas como elemento de prova no processo. O material mostra o momento em que o garoto deixa o alojamento logo após os fatos.

Família cobra prisão do condenado

Mesmo diante das condenações já impostas pela Justiça, o acusado continua respondendo aos processos em liberdade, situação que causa revolta entre os familiares da primeira vítima.

Segundo o pai do adolescente, cada recurso apresentado pela defesa prolonga o sofrimento da família e aumenta a expectativa pelo cumprimento da pena. Ele afirma que seguirá acompanhando o caso até que a decisão judicial seja definitivamente executada e o condenado inicie o cumprimento da prisão.

Da redação com informações do site: A Gazeta
Foto: Otmar de Oliveira

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