Reabertura do Estreito de Ormuz e cessar-fogo no Oriente Médio influenciam mercado
O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (17), cotado a R$ 4,98, o menor valor desde março de 2024. O movimento reflete o alívio no cenário internacional após avanços nas negociações de paz no Oriente Médio.
A moeda americana recuou 0,19%, chegando a atingir mínima ainda mais baixa durante o dia. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve desempenho oposto e caiu 0,55%, encerrando aos 195 mil pontos.
A valorização do real foi impulsionada pela reabertura do Estreito de Ormuz, anunciada pelo Irã durante o cessar-fogo com os Estados Unidos. A medida reduziu tensões em uma das principais rotas globais de petróleo.
Com isso, o preço da commodity despencou mais de 10% no mercado internacional. O barril do tipo Brent chegou a ser negociado perto de US$ 84, influenciando diretamente empresas do setor.
No Brasil, a queda do petróleo pressionou as ações da Petrobras, que têm grande peso na bolsa. Os papéis da estatal recuaram mais de 5%, contribuindo para o desempenho negativo do Ibovespa.
O cenário também foi influenciado por uma trégua entre Israel e Líbano, que entrou em vigor recentemente. O acordo prevê pausa inicial de 10 dias nos conflitos, abrindo espaço para negociações de longo prazo.
Apesar do avanço diplomático, o clima ainda é considerado instável. O Líbano chegou a acusar Israel de violar o cessar-fogo, indicando fragilidade no acordo.
A reabertura do Estreito de Ormuz é vista como um fator-chave para o mercado global. A rota é responsável por grande parte do transporte de petróleo no mundo, e sua liberação ajuda a reduzir pressões sobre preços.
Diante desse cenário, investidores reagiram com mais otimismo no câmbio, enquanto a bolsa foi impactada principalmente pela queda das ações do setor energético.
O comportamento dos mercados segue atrelado aos desdobramentos do conflito e às negociações internacionais, que continuam sendo determinantes para o cenário econômico global.
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