O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu manter a prisão temporária do vereador Túlio César, investigado na Operação Elo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil para apurar o homicídio de uma jovem de 20 anos ocorrido em uma casa noturna no município de Poxoréu. A decisão rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do parlamentar.
Túlio César foi preso no último dia 14 de julho, durante o cumprimento de mandados judiciais expedidos no âmbito da investigação. Além da prisão temporária, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Segundo a Polícia Civil, o inquérito busca esclarecer a participação de cada suspeito e a possível ligação do crime com uma facção criminosa.
Ao analisar o pedido de liberdade, o desembargador relator entendeu que, neste momento da investigação, a prisão continua sendo necessária para preservar a produção de provas. A decisão destaca que a soltura do vereador poderia representar risco à apuração dos fatos, inclusive com eventual influência sobre testemunhas e outros investigados.
A defesa argumentou que o vereador possui residência fixa, exerce mandato eletivo e tem colaborado com as autoridades, sustentando que não haveria motivos para a manutenção da prisão. Esses argumentos, contudo, não foram acolhidos pelo Tribunal, que considerou prevalecer o interesse da investigação criminal nesta fase do processo.
A Polícia Civil prossegue com a análise das provas reunidas durante a operação. Até o momento, não há condenação contra o vereador, que permanece investigado e terá assegurados o contraditório e a ampla defesa ao longo do processo judicial.







