O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Cleusa Bianchini, investigada por supostamente mandar matar o advogado José Antônio da Silva, em Nova Ubiratã (MT). A decisão foi proferida pelo ministro Herman Benjamin, que negou o pedido liminar da defesa para revogar a prisão da acusada.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por uma disputa envolvendo R$ 4,5 milhões em honorários advocatícios. O Ministério Público aponta que Cleusa teria participado do planejamento do crime juntamente com outros três corréus: Alessandro Henrique Vageti, Giovanna dos Santos Vageti e Kall Higor Pereira Machado.
A defesa sustentou que Cleusa é idosa, não possui antecedentes criminais e que o processo estaria sofrendo demora excessiva, uma vez que a fase de depoimentos já foi encerrada e restaria apenas a análise de dados extraídos do celular da vítima. Também alegou que não haveria justificativa para a manutenção da prisão preventiva.
Ao analisar o pedido, o ministro Herman Benjamin entendeu que, em uma avaliação preliminar, não há ilegalidade evidente nem urgência que justifique a concessão da liberdade. O magistrado destacou que o caso é complexo, envolve diversos acusados, inúmeras testemunhas e diligências ainda em andamento, como quebras de sigilo e perícias, o que afasta a alegação de paralisação injustificada do processo.
Com a decisão, Cleusa permanece presa preventivamente enquanto o recurso segue em tramitação. O STJ ainda solicitará informações complementares ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao juízo responsável pelo caso. Em seguida, o processo será encaminhado ao Ministério Público Federal, que emitirá parecer antes do julgamento definitivo do habeas corpus.







