Saúde mental de adolescentes acende alerta no Brasil, aponta IBGE

Levantamento mostra altos índices de tristeza, ansiedade e pensamentos autodestrutivos entre estudantes

A saúde mental de adolescentes brasileiros apresenta sinais preocupantes, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE. O levantamento revela que três em cada dez estudantes entre 13 e 17 anos relatam sentir tristeza frequente, enquanto uma proporção semelhante afirma já ter pensado em se machucar.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, que ouviu mais de 118 mil alunos em escolas públicas e privadas de todo o país. O cenário indica um aumento significativo de sofrimento emocional entre jovens.

Além da tristeza, outros sinais chamam atenção. Cerca de 42,9% dos estudantes disseram se sentir irritados ou nervosos com frequência, e quase 20% afirmaram que, muitas vezes, acreditam que a vida não vale a pena.

O estudo também aponta dificuldades nas relações familiares e sociais. Mais de um quarto dos adolescentes afirmou sentir que ninguém se preocupa com eles, enquanto muitos relatam falta de compreensão por parte dos pais ou responsáveis.

Outro dado preocupante envolve a violência doméstica. Cerca de 20% dos jovens disseram ter sofrido agressão física dentro de casa ao menos uma vez no último ano.

Apesar da gravidade do quadro, o acesso a apoio psicológico ainda é limitado. Menos da metade dos estudantes frequenta escolas que oferecem algum tipo de suporte emocional, e a presença de profissionais especializados é ainda mais rara.

A pesquisa também evidencia diferenças entre meninos e meninas. Em praticamente todos os indicadores, as adolescentes apresentam níveis mais altos de sofrimento emocional, incluindo maior incidência de automutilação.

Estimativas indicam que cerca de 100 mil estudantes tiveram lesões autoprovocadas no período analisado. Entre as meninas, esse número é significativamente maior.

A insatisfação com a imagem corporal também cresceu nos últimos anos, especialmente entre as adolescentes. Muitas relatam desconforto com a aparência e tentativas frequentes de perda de peso.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de ampliar políticas públicas voltadas à saúde mental, além de fortalecer redes de apoio dentro das escolas, famílias e serviços de saúde.

Em casos de sofrimento emocional, a orientação é buscar ajuda com familiares, profissionais de saúde ou serviços especializados, como unidades básicas de saúde e centros de atenção psicossocial.

Da redação com informações do site: Agência Brasil

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