Cápsula Orion enfrenta calor extremo, blackout e alta velocidade até pouso no mar
A volta da missão Artemis II à Terra acontece em apenas 13 minutos, em uma sequência rápida e altamente controlada considerada a etapa mais crítica de toda a operação. Nesse intervalo, a cápsula Orion sai do espaço, atravessa a atmosfera e pousa no oceano.
O processo começa cerca de 20 minutos antes da reentrada, com a separação do módulo de serviço. Em seguida, a nave faz um ajuste preciso de trajetória, essencial para garantir o ângulo correto de entrada na atmosfera e evitar riscos.
A reentrada propriamente dita ocorre a cerca de 122 quilômetros de altitude, com a cápsula viajando a mais de 40 mil km/h. A partir daí, o contato com a atmosfera inicia uma desaceleração intensa.
O atrito com o ar gera temperaturas extremas, que podem ultrapassar 2.700 graus Celsius. Esse calor forma uma camada de plasma ao redor da nave, responsável por reduzir a velocidade, mas também por bloquear a comunicação com a Terra.
Esse fenômeno, conhecido como blackout, dura cerca de seis minutos e é um dos momentos mais tensos da missão, já que a cápsula segue de forma autônoma, sem contato com as equipes em solo.
Durante a desaceleração, os astronautas enfrentam forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra, o que exige um planejamento preciso para evitar impactos ainda mais severos no corpo humano.
Na fase final, com a velocidade já reduzida, são acionados os paraquedas. Primeiro os de estabilização, a cerca de 6,7 km de altitude, e depois os principais, que diminuem a velocidade para cerca de 32 km/h.
O pouso ocorre no Oceano Pacífico, próximo à costa dos Estados Unidos. Apesar de controlado, o impacto ainda é significativo, mas dentro dos padrões de segurança.
Após o resgate, os astronautas são levados para avaliação médica e seguem para monitoramento em terra, encerrando uma das operações mais complexas da engenharia espacial.
Fonte: G1
Foto: CNN Brasil






