A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá identificou que um policial militar investigado na Operação Laço Oculto movimentou aproximadamente R$ 7 milhões em contas bancárias, valor considerado incompatível com sua remuneração e patrimônio declarado.
Conforme a investigação, o militar é apontado como um dos principais beneficiários de um esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma servidora da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT). A vítima teria sido coagida durante cerca de quatro anos por dois colegas de trabalho, que utilizavam falsas ameaças atribuídas a agiotas para exigir transferências sucessivas de dinheiro.
Segundo o delegado Hugo Abdon Lima, os valores obtidos com a extorsão eram repassados ao policial militar e a outras pessoas que, conforme a investigação, atuavam como “laranjas” no esquema. Ao analisar relatórios de inteligência financeira, os investigadores identificaram uma movimentação milionária sem justificativa compatível com a atividade profissional do suspeito.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, não foram encontrados registros de empresas, negócios jurídicos ou patrimônio capazes de explicar a origem dos recursos movimentados. Diante desses indícios, a investigação também apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e agiotagem, além da extorsão.
A Operação Laço Oculto cumpriu mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros que, somados, podem ultrapassar R$ 3,3 milhões. As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e esclarecer a origem dos recursos movimentados.
Até o momento, os investigados não foram condenados, e o caso segue em apuração pela Polícia Civil, com garantia do contraditório e da ampla defesa.







