Pré-candidato à Presidência afirmou, após encontro na Casa Branca, que pretende aproximar o Brasil dos Estados Unidos em temas de segurança, investimentos e combate ao crime organizado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (26) que apresentou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que chamou de “diferença gritante” entre seu projeto político e o governo Lula.
A declaração foi feita após uma reunião no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O encontro integrou a agenda internacional do parlamentar nos Estados Unidos.
Encontro na Casa Branca
Segundo Flávio, a visita teve como objetivo mostrar ao governo norte-americano uma alternativa política ao atual comando do Brasil.
Em entrevista coletiva depois da reunião, o senador defendeu que o país busque parcerias estratégicas com os Estados Unidos, especialmente nas áreas de tecnologia, investimentos, geração de empregos e segurança.
Ele criticou a política externa do governo Lula e afirmou que o Brasil deveria evitar alinhamentos ideológicos com regimes autoritários.
A reunião com Trump foi registrada em fotos divulgadas por integrantes da comitiva do parlamentar.
Segurança e crime organizado
Um dos principais temas tratados por Flávio Bolsonaro foi a segurança pública. O senador voltou a defender uma postura mais dura contra facções criminosas brasileiras.
Ele criticou a posição do governo federal em relação à possibilidade de os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Flávio afirmou que a visita de Lula aos Estados Unidos, realizada em 7 de maio, teria sido uma espécie de defesa de interesses ligados a criminosos. A declaração foi usada pelo senador para marcar oposição ao governo petista.
“Escudo das Américas”
Durante a agenda, Flávio Bolsonaro também disse que, caso seja eleito presidente, pretende aderir ao chamado “Escudo das Américas”.
A iniciativa foi lançada por Donald Trump com foco no combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal na região.
Segundo o senador, a adesão ao programa aproximaria o Brasil de países alinhados a Washington em pautas de segurança e enfrentamento ao crime transnacional.
Atualmente, segundo a matéria, países governados por lideranças de direita, como Argentina, Chile e Paraguai, já aderiram à iniciativa.
Agenda com peso eleitoral
A viagem ocorre em um momento em que Flávio busca fortalecer sua imagem como pré-candidato à Presidência em 2026.
Ao se reunir com Trump, o senador tenta ampliar o diálogo com lideranças conservadoras internacionais e reforçar sua conexão com a base bolsonarista.
A agenda também marca uma tentativa de diferenciar seu discurso do governo Lula, especialmente em temas como relações exteriores, segurança pública e alinhamento com os Estados Unidos.
Da redação com informações do site: InfoMoney
Foto: Divulgação







